A Videoarte de Gary Hill: instalações multimídia tomam conta do MIS

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Luisa Marx / Culturaria

Não é a primeira vez que falo sobre videoarte por aqui. E existe uma razão especial para isso. É natural que a arte se desenvolva de acordo com o avanço tecnológico de cada época. Marshall Macluhan, um dos maiores pensadores do século XX, já se referia em 1964 aos meios de comunicação como extensões do homem.

O público falando com Gary Hill via Skype

O público falando com Gary Hill via Skype.

O MIS São Paulo tem papel fundamental nessa nova fase da arte contemporânea, estando aberto a todo tipo de inovação. A promessa de inauguração do MIS Rio de Janeiro, para daqui a dois anos, em meio à praia de Copacabana, vem confirmar o passo que o Brasil está dando em favor da promoção da arte tecnológica e híbrida.

Gary Hill é dos um artistas que despontou na década de 70 como um dos primeiros expoentes da videoarte no mundo. Seu trabalho vai desde esculturas ao uso de mídias eletrônicas para a composição de instalações multimídia. Suas obras geralmente enfocam o corpo humano, a exploração dos sentidos e do espaço onde suas obras estão inseridas, e a interatividade com o público.

Quando entramos numa galeria de arte estamos habituados a observar, cercar as obras, atrás, à frente, dos lados, para perceber todos os ângulos de visão que nos são oferecidos. No cinema, ou assistindo televisão, estamos postados frente a tela. E nada mais nos é oferecido além de observar.

A videoarte fundamenta-se na mudança desse ponto de vista, fundindo as características naturais da observação nesses dois níveis. Numa exposição de videoarte nós observamos e andamos por entre as obras, mas somos surpreendidos por elas. E muitas vezes elas passam por nós, como em “Unconditional Surrender”, feita por Gary para o Espaço Redondo do MIS. “O mundo virtual atropela a gente no real. São 270 graus de situações em movimento”, diz Marcello.

O barato dos trabalhos de Hill é a possibilidade de um novo tipo de sensação, onde a sequencia de imagens e sons que os vídeos projetam criam uma movimentação que invade a galeria e torna a experiência do observador mais dinâmica.

A mostra “Gary Hill: Circumstances/Circunstâncias” não é uma retrospectiva do autor, afirma o curador Marcello Dantas. “Foram escolhidas obras de 1996 pra cá, período em que Gary passou a trabalhar com o limite do olhar para o outro, com o limite corporal, físico”. (mais…)

Programação Cultural SP – Sugestões para 20/01/10 (Qua)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Por redação/ Culturaria

Entrecordas. O espetáculo do Grupo Ares é uma apresentação artística com números de acrobacia aérea (tecido acrobático, trapézio e corda lisa), projeções de vídeo e música ao vivo. A apresentação acontecerá na piscina do Sesc e tem início com a chegada de um trapezista, que chega dentro de um caiaque, tocando trompete, acompanhado de uma cantora.  É possível assistir o espetáculo da piscina, do andar térreo ou da comedoria do Sesc.

 

O que: Entrecordas.

Quando: terça, 19/01, quarta, 20/01, às 20h.

Quanto: grátis. Retirada de ingresso na Rede Sesc, a partir de 02/01.

Onde: Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros. Tel: 3095 – 9400.


Circumstances/Circunstâncias. A mostra de Gary Hill, um dos precursores da videoarte mundial, apresenta a fusão entre palavra e imagem. A exposição é composta por cinco videoinstalações. Hill utiliza o vídeo para criar narrativas complexas e não-lineares, exigindo muitas vezes a interação com o público, na criação de significados ou por meio da inversão de papéis entre quem vê e quem é visto.

 

O que: Circumstances/Circunstâncias.

Quando: terças a sábados, das 12h às 19h; domingos e feriados, das 11h às 18h. Até 21/03.

Quanto: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (Meia-entrada). Grátis aos domingos.

Onde: MIS – 1º andar / espaço redondo. Avenida Europa, 158 – Jardim Europa. Tel: 2117 – 4777.


LABMIS: o Museu especializado em novas tecnologias

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Por Luisa Marques / Culturaria

O conceito de exposição mudou drasticamente há mais ou menos 30 anos. Desde a década de 60, artistas das mais variadas linguagens tem se interessado pelo uso do computador em seus processos de criação.

Mar, obra do artista convidado Caetano Dias

Mar, obra do artista convidado Caetano Dias

A palavra exposição, em primeiro lugar, nos dá a idéia de algo que está sendo exposto, apresentado, mostrado. Logo, é algo que não se deve tocar, nem participar. É algo pra se ver de longe, afastado. A mostra LABMIS vem mostrar justamente o contrário. Na arte contemporânea, a interação e a participação do visitante é necessária em quase todas as obras.

A videoarte já se tornou um modo difundido de questionar os clichês próprios da TV e do cinema tradicionais. Neles a imagem é um produto arquitetado para ser consumindo, excluindo-se aí,  a capacidade de interação com o público. A videoarte uniu todo tipo de expressão artística, seja ela de dança, teatro, performance, em torno dos recursos de edição de vídeos que, associados aos dispositivos tecnológicos, recriam o próprio fazer artístico.  

O Laboratório de Novas Mídias do Museu da Imagem e do Som, o LABMIS, foi criado para promover a reflexão, o intercâmbio e a experimentação em novas tecnologias na arte, trazendo ao público a ligação que existe entre arte, ciência e tecnologia. O laboratório também oferece, em meio à sua programação, oficinas, cursos e residências artísticas.

A Mostra LABMIS, em exibição até 03 de janeiro de 2010, apresenta o resultado dos artistas residentes Anaisa Franco, Claudio Bueno, Felipe Sztutman, Rodrigo Bellotto, Guilherme Lunhani; e dos comissionados, Alexandre Fenerich, Caetano Dias, Paulo Meira.

No Espaço Redondo do MIS, espécie de vitrine onde artistas do Brasil e do exterior expõem obras inéditas, o público pode conferir a mostra de Pipilotti Rist, uma das principais expoentes da segunda geração da videoarte mundial. Pipilotti é suíça e ganhou projeção na década de 1980, quando passou a desenvolver instalações audiovisuais de grandes proporções e imersivas.

A videoinstalação “A Liberty Statue for London” mostra a viagem da personagem pré-histórica, Pepperminta, desde sua saída do Éden até uma cidade européia da época atual. O diálogo entre esses dois períodos fica evidente na sutileza das imagens, que transitam entre a natureza e a cidade.

A instalação de Pipilotti foi especialmente adaptada para o Espaço Redondo. Uma seqüência de redes, dessas de praia, onde podemos simplesmente deitar e relaxar, convida o público a experimentar um momento único. Todas as redes estão dispostas de modo a convergir para um globo localizado no centro do Espaço, no chão, de onde saem projeções direcionadas para o teto, para onde o espectador pode se deixar absorver pelas imagens projetadas. (mais…)

Replica – Nam June Paik

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

O artista coreano Nam June Paik foi um dos pioneiros da videoarte, no início da década de 60. Nam June une harmoniosamente imagem e música eletroacústica em suas produções, como podemos perceber neste vídeo dedicado ao compositor Ryuichi Sakamoto.

 

1ª Mostra live cinema – Laborg

sábado, 12 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

O Live Cinema é uma modalidade de expressão artística que une videoarte, performances e música ao vivo. Preste atenção na dinâmica entre esses elementos no vídeo do Coletivo Laborg.

 

MoMA – Pipilotti Rist + Elena Brower – Vídeo

sábado, 5 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

Elisabeth Charlotte Rist, mais conhecida como Pipilotti Rist, é famosa no campo da videoarte. Os vídeos contêm alterações de cor, velocidade e som, e são levados para o palco, onde a artista interage com eles ao vivo. Preste atenção na música e coreografia.

 

 

Programação – Sugestões para 06/12/09 (Dom)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

Édipus RexÉdipus Rex. O novo espetáculo da Cia. Corpos Nômades, mistura as linguagens da dança contemporânea, teatro, música e videoarte, com elementos naturais das culturas do Hip-Hop, do grafite e do Carnaval. O enredo conta a famosa história de Édipo, em que o filho mata o pai e casa-se com a própria mãe, abordando temas humanos e existenciais.

 

 

O que: Édipus Rex.

Quando: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h30. Até 13/12.

Quanto: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 a (meia).

Onde: Cia. Corpos Nômades. Rua Augusta, 325. Tel: 3237-3224.

 

Experimentando EspaçosExperimentando Espaços. Uma mostra coletiva, a céu aberto, está sendo realizada no jardim do Museu da Casa Brasileira. Dez artistas plásticos reservaram, cada um, um pedaço do jardim para desenvolver peças de arte contemporânea, como esculturas e instalações, destacando questões referentes ao campo do design e da arquitetura.

 

 

O que: Experimentando Espaços.

Quando: Terça a domingo, das 10h às 18h. Até 17/01/10.

Quanto: R$ 2 a R$ 4

Onde: Museu da Casa Brasileira. Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano. Tel: 3032-3727.