Por Luiza Delamare / Culturaria
Quando li a primeira vez as palavras do artista alemão Florian Foerster sobre a cidade de São Paulo lembrei-me das minhas viagens fora de minha cidade natal e do exercício que sempre me propus a fazer de reparar nos detalhes do lugar, sentir o cheiro, observar as cores, andar nas ruas para me inserir no cotidiano de determinada cidade, conversar com pessoas e perceber um cotidiano diferente daquele em que me insiro.

“São Paulo: interiores, exteriores e entrementes”
“São Paulo: interiores, exteriores e entrementes” apresenta pinturas, gravuras e desenhos feitos com base em observações e experiências das viagens de Florian Foerster a São Paulo iniciadas no início dos anos 90. São experiências de um outrem em um país diferente, com novas perspectivas, novas cores, novas pessoas, novas culturas. Um olhar estrangeiro de uma cidade tão nossa.
Florian Foerster, em uma de suas visitas, anotou “Brás. Ruas estreitas e densas durante o dia, prédios industriais baixos, o cheiro de alho e madeira, sons de embalar, cortar e mover. Um mercado contínuo emoldurado pelo rio amarelo esverdeado, as linhas de trem e o skyline do Centro. Um espaço transitório, vazio nos finais de semana e à noite, um local de trabalho, de barganha com motivos secretos ou não, um lugar para deixar. Lembranças das grandes cidades do norte da Inglaterra originalmente trazidas à vida pelos imigrantes que seguiram seu velho sonho de melhorar de vida. Arquitetura utilitária emoldura atividades comerciais, um local de trabalho manual e comércio, uma beleza rude e desbotada sem interesse no que está na moda e no design”. (mais…)

Arteseletiva. A mostra reúne obras brasileiras modernas e contemporâneas, abrangendo diversos períodos e linguagens. Entre os artistas estão Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Gomide, Bonadei, Wesley Duke Lee, Antonio Henrique Amaral, Tozzi, Aguilar, Jorge Guinle, Roberto Magalhães, León Ferrari, entre outros.
Eu Etiqueta. A peça é uma crítica bem-humorada ao poder das grandes marcas e ao comportamento dos consumidores, os quais perdem sua própria identidade e assumem a da marca comprada. Ao final da apresentação, os atores batem papo com o público. A Peça é uma adaptação do grupo Teatro da Gangorra, do poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade, de 1984, publicado no livro “O Corpo”.


Exposição de Presépios. O Convento São Francisco realiza a mostra anual, que traz mais de 30 presépios feitos em diversos países. O coordenador da exposição, frei Marcos Melo, trouxe presépios de países como Peru e Alemanha, mostrando a peculiaridade de cada nacionalidade no período natalino.
Lixo que vira arte. O Conjunto Nacional, desde 1999, apresenta aos paulistanos o Natal Nacional, uma iniciativa baseada no programa de coleta seletiva da instituição. Materiais recicláveis são utilizados para produzir enfeites natalinos inspirados na cultura do Brasil. Cooperativas e entidades assistenciais participam da produção da decoração.
Papéis em Destaque. Sob curadoria de Peter Cohn, a exposição traz 73 obras feitas em papel por pintores como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Aluísio Carvão, Flávio de Carvalho, Guignard, Cícero Dias, Mira Schendel, José Pancetti, Volpi, entre outros.
Karnak. A banda formada por André Abujamra, Marcos Bowie, Hugo Hori, Eduardo Cabello, Kuki Stolarski, Sergio Bartolo, James Muller e Mano Bap relembra os sucessos dos álbuns “Karnak”, “Universo Umbigo”, “Estamos adorando Tókio” e “Os Piratas do Karnak – CD duplo ao vivo”.