São Paulo e Florian Forster: um reencontro visual

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Por Luiza Delamare / Culturaria

Quando li a primeira vez as palavras do artista alemão Florian Foerster sobre a cidade de São Paulo lembrei-me das minhas viagens fora de minha cidade natal e do exercício que sempre me propus a fazer de reparar nos detalhes do lugar, sentir o cheiro, observar as cores, andar nas ruas para me inserir no cotidiano de determinada cidade, conversar com pessoas e perceber um cotidiano diferente daquele em que me insiro.

“São Paulo: interiores, exteriores e entrementes”

“São Paulo: interiores, exteriores e entrementes” apresenta pinturas, gravuras e desenhos feitos com base em observações e experiências das viagens de Florian Foerster a São Paulo iniciadas no início dos anos 90. São experiências de um outrem em um país diferente, com novas perspectivas, novas cores, novas pessoas, novas culturas. Um olhar estrangeiro de uma cidade tão nossa.

Florian Foerster, em uma de suas visitas, anotou “Brás. Ruas estreitas e densas durante o dia, prédios industriais baixos, o cheiro de alho e madeira, sons de embalar, cortar e mover. Um mercado contínuo emoldurado pelo rio amarelo esverdeado, as linhas de trem e o skyline do Centro. Um espaço transitório, vazio nos finais de semana e à noite, um local de trabalho, de barganha com motivos secretos ou não, um lugar para deixar. Lembranças das grandes cidades do norte da Inglaterra originalmente trazidas à vida pelos imigrantes que seguiram seu velho sonho de melhorar de vida. Arquitetura utilitária emoldura atividades comerciais, um local de trabalho manual e comércio, uma beleza rude e desbotada sem interesse no que está na moda e no design”. (mais…)

Programação Cultural SP – Sugestões para 16/01/10 (Sáb)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Por redação/ Culturaria

Arteseletiva. A mostra reúne obras brasileiras modernas e contemporâneas, abrangendo diversos períodos e linguagens. Entre os artistas estão Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Gomide, Bonadei, Wesley Duke Lee, Antonio Henrique Amaral, Tozzi, Aguilar, Jorge Guinle, Roberto Magalhães, León Ferrari, entre outros.

 

 

O que: Arteseletiva.

Quando: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 14h. De 11/01 até fevereiro de 2010.

Quanto: grátis.

Onde: Galeria Ricardo Camargo. Rua Frei Galvão, 121 – Jardim Paulistano. Tel: 3031 – 3879.

 

Eu Etiqueta. A peça é uma crítica bem-humorada ao poder das grandes marcas e ao comportamento dos consumidores, os quais perdem sua própria identidade e assumem a da marca comprada. Ao final da apresentação, os atores batem papo com o público. A Peça é uma adaptação do grupo Teatro da Gangorra, do poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade, de 1984, publicado no livro “O Corpo”.

 

O que: Eu Etiqueta.

Quando: dia 16/01, às 20h. Dias 17, 23 e 24/01, às 18h. 

Quanto: grátis.

Onde: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – V. Nova Cachoeirinha.  Tel: 3984 – 2466.

Foto do Dia – 02/01/10

sábado, 2 de janeiro de 2010

Por Flávio Lico / Fotograma2

 

Museu da Lingua Portuguesa

Museu da Lingua Portuguesa

A multiplicidade de Carlos Careqa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Por João Cotrim / Luiza Delamare

Conheci Carlos de Souza, ou melhor, Carlos Careqa, à meia-noite de um agradável sábado de outono. Estávamos eu e minha equipe aguardando-o no calmo e quase vazio viaduto Santa Ifigênia.  Naquela hora, somente um par de policiais em seu posto e um ou outro transeunte displicente passavam por ali. Estávamos no meio das gravações de um curta-metragem sobre pessoas e suas identidades, suas impressões sobre a vida, a cidade.

Carlos Careqa

Carlos Careqa

Iluminado pelas luzes amareladas e preguiçosas dos postes do viaduto, ele se apresentou. Simpático e descontraído, como quem caminha a passeio respirando o ar puro e tranquilo de uma praça de cidadezinha do interior. “Esse lugar é super seguro”, disse ele, “o pessoal vem andar de skate, eu vinha andar de bicicleta, é muito legal”. Àquela hora, o viaduto Santa Ifigênia estava maravilhoso. “É o paraíso sem camelô. Aqui é muito bonito. É uma pena que de dia seja muito maltratado, muito poluído. Os paulistanos têm medo de vir aqui. Como eu não sou paulistano, então…”  E de onde você veio?, alguém pergunta. “Ah! Eu nasci em Santa Catarina e me criei em Curitiba. Tô aqui há 17 anos”.

De camisa branca, folgada, calça leve, sapatos confortáveis e cabelos revoltos na mistura do preto, grisalho e do branco, o ator, músico, compositor e produtor estava como que preparado para uma desenvolta batalha. Ele, munido com suas palavras e filosofias, respostas e reflexões engatilhadas. Eu, com minha pequena e singela câmera inquieta, curiosa, questionadora, procurando ângulos que melhor revelassem a essência da identidade de Careqa. Nós na arena escolhida estrategicamente por ele. Seu atual território. Espaço público, cartão postal. Estrutura metálica de ferro fundido e forjado, belga, sobre um verde vale, brasileiro, Anhangabaú, um dos principais jardins da cidade, no centro da megalópole confusa que é São Paulo.

Mesmo tendo saído de Curitiba ainda jovem e morado em Nova Iorque e Berlim, Carlos nunca havia pensado em morar na capital paulista por ter medo daqui. “Não conhecia São Paulo”, disse ele. “Só o que se divulga daqui é o trânsito pesado, as favelas, a violência. As partes boas e bonitas da cidade ninguém divulga. Mas quando decidi vir para cá, gostei. Hoje, adoro São Paulo. Esse lugar, por exemplo, é um dos lugares que muitos paulistanos não conhecem como eu conheço. E podiam conhecer, né? O viaduto é um lugar aprazível pra se passear à noite”. (mais…)

Augôsto Augusta: o espaço da experiência cultural

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Por Luiza Delamare / Culturaria

Uma caminhada atenta pela Rua Augusta pode render uma excelente descoberta: a Augôsto Augusta Cultural. Livraria, galeria informal e núcleo de reflexão sobre arte e cultura, a Augôsto Augusta, aberta em 1968, já é conhecida por artistas e pessoas que tem grande intimidade com o mundo da arte. Mas para as gerações mais novas, que estão acostumadas a grandes redes de livrarias, o lugar pode ser um achado e se transformar em uma nova referência cultural da cidade.

O espaço do encontro com a arte

O espaço do encontro com a arte

Localizada em um dos polos culturais da cidade, a região da Avenida Paulista, entre salas de cinema, livrarias, cafés com pessoas interessadas em jogar assunto fora e discutir o cotidiano da cidade, teatros está a Augôsto Augusta, um espaço discreto e muito aconchegante que tem a proposta de reunir pessoas interessadas em pensar, discutir, aprender, entender e viver a arte e suas manifestações.

Para quem já sabe qual será o próximo livro de cabeceira ou está a procura de um CD específico, o espaço é ideal: as obras artísticas mais importantes podem ser encontrados na Augôsto Augusta, que reúne uma coleção referencial de livros sobre artistas, fotografia, design, moda e arquitetura, um acervo de gravuras e telas de grandes nomes brasileiros dos anos 60 e 70, como Aldemir Martins, Newton Mesquita, Claudio Tozzi, Tuneu, Marcelo Grassman e CDs e DVDs selecionados para os apreciadores das manifestações mais incomuns da música e do cinema.

Para quem ainda está descobrindo os prazeres da arte, o lugar também é indicado. Além de saber que tudo que está na Augôsto Augusta proporciona uma experiência cultural, os clientes de primeira viagem podem aproveitar as pessoas que trabalham no lugar para descobrir histórias de obras de artes que estão expostas, pedir indicação de uma boa leitura ou mesmo sentar e trocar ideias com  Regina Berjuhy, a dona da loja, ou ainda ouvir a história de Salvador, vendedor que trabalha na lugar há mais de 30 anos. A relação de Salvador com a arte começou quando ele, ainda pequeno, se encantou com a música de Beethoven. E, com uma ajudazinha do destino, ele acabou indo parar na Augôsto Augusta para vender livros e nunca mais saiu de lá. Além de ampliar seu conhecimento cultural, foi de lá que ele tirou mais de 300 livros de arte que hoje estão em sua casa. (mais…)

Programação Cultural SP – Sugestões para 25/12/09 (Sex)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

Exposição de PresépiosExposição de Presépios. O Convento São Francisco realiza a mostra anual, que traz mais de 30 presépios feitos em diversos países. O coordenador da exposição, frei Marcos Melo, trouxe presépios de países como Peru e Alemanha, mostrando a peculiaridade de cada nacionalidade no período natalino.  

 

 

O que: Exposição de Presépios.

Quando: de segunda à sexta, das 10h às 22h; sábados, domingos e vésperas de feriado, das 10h às 17h (fechado nos dias 25/12/2009 e 1/1/2010).Até 10/01/2010.

Quanto: grátis.

Onde: Convento São Francisco. Largo São Francisco, 133.

 

Natal NacionalLixo que vira arte. O Conjunto Nacional, desde 1999, apresenta aos paulistanos o Natal Nacional, uma iniciativa baseada no programa de coleta seletiva da instituição. Materiais recicláveis são utilizados para produzir enfeites natalinos inspirados na cultura do Brasil. Cooperativas e entidades assistenciais participam da produção da decoração.

 

O que: Natal Nacional.

Quando: segunda a sexta, das 7h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h. Até 09/01/2010.

Quanto: grátis.

Onde: Conjunto Nacional. Avenida Paulista, 2.073.

Programação – Sugestões para 12/12/09 (Sáb)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

Papéis em DestaquePapéis em Destaque. Sob curadoria de Peter Cohn, a exposição traz 73 obras feitas em papel por pintores como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Aluísio Carvão, Flávio de Carvalho, Guignard, Cícero Dias, Mira Schendel, José Pancetti, Volpi, entre outros.

 

 

O que: Exposição Papéis em Destaque: 18 Mestres do Século 20.

Quando: de segunda a sexta, das 10 às 19h. Sábados, das 10 às 13h. Até 12/12.

Quanto: grátis.

Onde: Dan Galeria. R. Estados Unidos, 1638. Tel: 3083-4600.

 

KarnakKarnak. A banda formada por André Abujamra, Marcos Bowie, Hugo Hori, Eduardo Cabello, Kuki Stolarski, Sergio Bartolo, James Muller e Mano Bap relembra os sucessos dos álbuns “Karnak”, “Universo Umbigo”, “Estamos adorando Tókio” e “Os Piratas do Karnak – CD duplo ao vivo”.

 

O que: Karnak.

Quando: Sábado, 12/12, às 21h; domingo, 13/12, às 18h.

Quanto: 20,00 (inteira); 10,00 (meia); 5,00 (usuários do sesc).

Onde: Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93 – Pompéia. Tel: 3871-7700.

A Arte Interativa de OsGêmeos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por Luisa Marques / Culturaria

Parece sonho, mas não é. A exposição dos irmãos grafiteiros, OsGêmeos, não é uma simples mostra. A todo momento, jovens, senhores, crianças; pessoas de todas as idades, entravam e saíam do Museu de Arte Brasileira da FAAP, impressionadas com o fato de poder tocar na obras, entrar dentro delas, ou simplesmente contemplar a mistura entre realidade e ficção. Um universo de sonhos, que em momento algum se descola da realidade.

Vertigem / Divulgação

Gêmeos: Grafite de OsGêmeos na parede do Museu da FAAP.

A exposição combina os tradicionais grafites de Otávio e Gustavo Pandolfo, com instalações de arte interativa. Logo ao entrar na sala do museu, nos deparamos com bonecos imensos, feitos de madeira e todo tipo de material reciclável. Dois deles têm o impressionante formato de barco.

É como se o barco fosse o corpo do boneco, e os demais membros desse corpo fossem sendo construídos a cada minuto, pelo olhar do espectador. Numa volta mais minuciosa, as janelas abertas em meio à cabeça dos bonecos pareciam suas orelhas; as luzes e espelhos pareciam um sopro que dava vida a eles, como se fossem bonecos pensantes. E todos eles foram feitos de modo a incorporar a visita do espectador mais curioso, que já vai logo querendo entrar em cada espacinho.

Os pés em formato de porta são um convite a entrar e espiar o que há lá dentro. E em todos há uma bela surpresa. Uma jovem mãe se assustou com a reação da filha. “Mamãe, mamãe, vamos entrar lá dentro?”. E de repente, a mãe parecia mais encantada que a menina. Em um dos bonecos com formato de barco, dá pra entrar, sentar, deitar; e perceber a cada instante algo que chame atenção. Uma luz, um penduricalho, o reflexo de algo. Tudo parece um sonho. Um parque de diversões.

Os famosos personagens amarelos dos irmãos estavam ali representados de diversas maneiras. Fixados em spray na parede, ou na surpreendente forma de cubo. Agora não é mais o barco que conduz à viagem, mas um cubo em formato de casa, com um rosto pintado. Pra saber o que é de fato, tem que entrar e fuçar. Descobrir as minúcias.

O cubo em formato de casa, que na verdade era a cabeça de um desses personagens, é realmente uma casa. Dá pra entrar, sentar no sofá ou na cama e se deliciar com a música, com o jogo de luzes nas paredes, no chão e no vídeo. Nesse momento percebemos que não estamos num universo tão distante do real assim. O vídeo mostra uma filmagem de um morador de rua sendo expulso de sua única morada; a própria rua. (mais…)

MoMA – Pipilotti Rist + Elena Brower – Vídeo

sábado, 5 de dezembro de 2009

Por redação / Culturaria

Elisabeth Charlotte Rist, mais conhecida como Pipilotti Rist, é famosa no campo da videoarte. Os vídeos contêm alterações de cor, velocidade e som, e são levados para o palco, onde a artista interage com eles ao vivo. Preste atenção na música e coreografia.

 

 

Blog Obvious, um olhar mais demorado – Link

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

por Redação / Culturaria

O blog Obvious traz artigos interessantes sobre o universo do entretenimento como artes, tecnologia, design, fotografia, música, cinema, televisão, entre outros assuntos. O blog é feito por colaboradores fixos e aleatórios, com textos gostosos de ler e belas fotos. Acesse!