Por Luisa Marx / Culturaria
Quem disse que uma exposição é feita de múltiplas obras espalhadas pelo ambiente de uma galeria ou museu, ou penduradas em paredes? Uma exposição pode ser uma tela com projeções em vídeo de poesias.
O nome mais usual que se dá pra isso é videopoesia. Uma sequência de imagens e música funciona como a roupagem de um texto poético que, ao invés de ser simplesmente declamado, se vale de outros recursos simbólicos para expressar sua mensagem.
A exposição, intitulada “PoemaPopauliceiaImagemPlateia”, foi composta pelos artistas Cláudio Daniel, Cláudio Willer, Décio Pignatari, Élson Fróes, Horácio Costa, Luiz Roberto Guedes, Reynaldo Bessa, Reynaldo Damazio, Roberto Piva, Ruy Proença e Virna Teixeira. As fotografias que compuseram os poemas foram feitas por Beto Riginik, Kiko Coelho, Maurício Paiva e Paulo Henrique Pampolim.
Um dia antes do aniversário de 456 anos de São Paulo, a Casa das Rosas, um dos mais significativos núcleos de arte da cidade, comprovou sua intenção de fazer do local um espaço de congregação de diversas formas artísticas.
O evento realizado no dia 24/01/10 teve de tudo um pouco. De performances artísticas, a shows de música, exposição de videopoesia e pintura ao vivo, o público, que não se intimidou pela forte chuva, pôde apreciar a pluralidade artística da metrópole.
Ao mesmo tempo da exposição de videopoesia, Sergio Fabris iniciava a pintura de um painel em homenagem a São Paulo. O artista – de quem já falamos aqui na sessão Minha São Paulo – deu uma mostra ao vivo de como é seu processo de criação. Com direito a declamação de poesia de Maiakovski, o painel foi feito em 50 minutos e trouxe um pouco da poesia concreta e da arte abstrata. (mais…)










