Por Pedro Henrique Araújo

Pedro Henrique
O que seria melhor do que começar a escrever num site sobre a cidade no aniversário da mesma? Ok, talvez uma lasanha, uma partida ganha pelo meu time e um bom solo de bateria sejam melhores, mas não encontrei outra forma de começar este texto. Alguém aí teria mais um clichê para o segundo parágrafo?
Antes de qualquer linha sobre música - tema que abordarei aqui – gostaria de falar sobre mim. Isso mesmo, da mesma forma que fazemos no terapeuta, mas prometo não entrar nos conflitos freudianos. Sou Pedro Henrique Araújo, repórter do site Placar, apaixonado por futebol e novo colunista de música do Culturaria. Agora você, prezado leitor, se pergunta: mas o cara não é jornalista esportivo? Assim como não somos alegres o tempo inteiro (já diria Wander Wildner), não sou futebol 24 horas por dia. Problema resolvido?
Então, vamos ao que interessa.
Aniversário da cidade de São Paulo com programação musical bem fraca. Shows de segundo escalão nos palcos principais e falta de empenho na divulgação, qual foi a saída mais fácil e arborizada? Conferir as apresentações do Auditório Ibirapuera.
No sábado fui ver a banda brasilense Móveis Coloniais de Acaju, uma das preciosidades pop nacional. Devo confessar também toda a minha parcialidade com o grupo, porque os acompanho desde os primeiros shows em São Paulo e gosto do som que fazem, mas isso não é motivo para eu deixar de afirmar categoricamente que vi um dos melhores shows do noneto de Brasília. Com energia ímpar, fizeram o registro de seu primeiro DVD, que será lançado em breve.
A composição da banda é impressionante. Além dos básicos, baixo, bateria, guitarra, teclado e vocal, aparece também um trombone de vara, um saxofone tenor, um barítono e uma flauta transversal. O som, definido por eles mesmos, é uma feijoada búlgara, mas tem azeite de dendê e muito swing.
O único problema – que pode nem ser tão grave assim – é o público que a banda vem abocanhando. A plateia está cada vez mais jovem e preocupada com os sapatos desamarrados do vocalista no lugar dos solos de sax. Um problemão para quem quer prestar atenção na execução das canções. Ok, esse comentário pode ser só birra de uma pessoa com a alma “velha” e, se quiserem, podem ignorá-lo. (mais…)

Se existe um lugar em São Paulo que consegue expressar o sentimento que tenho pela cidade, é a rua Augusta. Cada vez que ando por lá descubro novos detalhes.




