Por Luiza Delamare/Culturaria
Minha relação com a gastronomia me ajudou bastante a ver a cidade de um jeito diferente. A quantidade de restaurantes diferentes que existe em São Paulo é impressionante! Quando entrei na gastronomia, apesar de sempre ter frequentado restaurantes, comecei a ir a restaurantes pequenos, especialmente no centro da cidade, em bairros como o Bom Retiro, e mesmo em restaurantes de bairros que eu já conhecia, como a Vila Madalena. E descobri que não sabia como eles eram diferentes. Existem restaurantes gregos na cidade, por exemplo.
São Paulo tem essa dimensão que antes eu não conhecia, e a cidade vem crescendo nessa área. E nesse ponto minha maneira de ver a cidade se transformou. O mercado da gastronomia também tem outros mercados: a rua Paula Souza, por exemplo, é um lugar que pouca gente conhece, mas é uma rua gigante que vai dar na 25 de Março. Nessa rua você encontra todo tipo de utensílio para restaurantes e cozinheiros. A zona cerealista é uma região que também merece ser conhecida. Eu já conhecia bastante a culinária de São Paulo, a minha família sempre gostou disso.
Gosto muito de comparar as coisas. Quando morei em Paris, não via toda essa diversidade gastronômica que vejo em São Paulo, apesar de Paris ser referência de diversidade gastronômica para muitas pessoas. Se você souber procurar, São Paulo apresenta uma diversidade e uma riqueza maior. Paris tem uma riqueza gastronômica voltada para os ricos, enquanto São Paulo tem uma diversidade gastronômica que atende a todas as classes sociais. No Bom Retiro, existe o Acrópole, um restaurante grego onde um senhorzinho serve os clientes todos os dias e faz a clássica comida grega. Há restaurantes de todas as partes do mundo aqui. Apesar de ter conhecido a cidade mais pelos projetos sociais, eu passei a pensar mais a cidade a partir da gastronomia. (mais…)


Bendito os Beneditos. O Teatro de Mamulengos, do grupo de teatro da associação Inventor de Sonhos, propõe ao público um espetáculo diferente, onde os participantes podem interagir com os tradicionais bonecos gigantes, típicos do carnaval de Pernambuco e do nordeste brasileiro. A peça é acompanhada de música, histórias e brincadeiras.
Congelada no Tempo. Fotógrafos de dança e artistas visuais da Alemanha foram convidados a fazer ensaios sobre dança e movimento. Para isso, eles se concentraram em fotografar bailarinos, coreógrafos e espetáculos. A mostra fica no Piso Flávio de Carvalho, no Centro Cultural São Paulo.

Robert Rauschenberg. O trabalho do artista norte-americano ficou conhecido no século XX e XXI, pela inserção de objetos cotidianos e industrializados em suas obras, misturando a elas elementos tradicionais das artes plásticas e visuais, como a pintura. A mostra expõe as “combine paintings” de Rauschenberg, que ilustram exatamente essa combinação entre arte e as coisas. Gravuras e trabalhos feitos a partir de materiais encontrados no lixo, também estão na exposição.
Elas Cantam Paulinho da Viola. O lançamento do CD traz as músicas de Paulinho nas vozes de Fabiana Cozza, Cida Moreira, Alaíde Costa e Milena. Um sexteto formado por piano, contrabaixo, bateria, violão, percussão, cavaquinho e bandolim, acompanham as cantoras.

Jardim Botânico. Um dos maiores parques ecológicos de São Paulo oferece aos paulistanos uma área de 360 mil m² de mata atlântica preservada. Animais exóticos como o tucano de bico verde, a preguiça, bugios e roedores vivem em seu espaço natural. O Jardim oferece ainda 8 locais que podem ser visitados; a passarela suspensa na Alameda Fernando Costa, o Córrego Pirarungáua, o Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues, as Escadarias do Jardim de Lineu, o Lago das Ninféias, o Jardim dos Sentidos, a Trilha da Nascente e as estufas de plantas tropicais.
Planetário do Ibirapuera. Após diversas modificações tecnológicas, o novo projetor do planetário, o StarMaster, pode avistar o céu a partir de qualquer ponto conhecido do universo e também de outros planetas. Seu sistema de projeção em fibra óptica é capaz de reproduzir as estrelas em cor e brilho reais.